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Vida Real: Ela se casou com o cunhado e é mãe de primos-irmãos …

Na supersérie “Os Dias Eram Assim”, Gustavo (Gabriel Leone) se apaixonou por Rimena (Maria Casadevall), esposa de seu irmão Renato (Renato Góes). Cada vez mais próximos, os cunhados um dia finalmente transaram e ela, eventualmente, engravidou. A ficção levou parte do público a torcer para que o casal termine junto — uma possibilidade da trama criada pelas autoras Ângela Chaves e Alessandra Poggi que não está muito longe da realidade. Afinal, quem nunca ouviu uma história de envolvimento amoroso entre cunhados?

Em 1976, Paula* vivia em Cambuí, uma cidade com 26 mil habitantes em Minas Gerais. Aos 14 anos, se envolveu com Bruno* e perdeu a virgindade. Quando sua família descobriu, foi obrigada a se casar com ele.

“Minha mãe sempre falava: ‘aprontou tem que casar, nem que seja para separar na porta da igreja’. Eu casei, mas depois de quatro anos, já com dois filhos, senti que não era mais a mesma coisa. O amor já não era mais o mesmo, o sexo já não rolava mais. Eu passava a maior parte do tempo cuidando das crianças e fazendo bicos como cabeleireira. Amanhecia e eu estava sozinha em casa. A verdade é que eu não era feliz. Achava que estava apaixonada, mas era uma ilusão”, conta ela em depoimento ao UOL.

Após 13 anos de casamento, Paula, 41, se separou e se uniu a César*, seu cunhado. Eles já estão juntos há sete anos. Aqui, ela relata sua história e conta como é ser mãe de primos-irmãos — ela tem um casal de filhos de cada relacionamento.

Como me apaixonei pelo meu cunhado

Reprodução/Instagramrenatogoess

Imagem: Reprodução/Instagramrenatogoess

“Quando casei, fui morar na casa dos fundos do terreno dos meus sogros. O César também morava lá. Era ele quem me ajudava com os meus filhos. Sempre muito presente na vida do meu caçula, jogava bola, saía para andar de bicicleta. Já o Bruno era muito distante dos filhos, Gabriel e Luana*.

Por muito tempo, não olhei para o César como homem e não percebia nenhuma intenção da parte dele. Até que, em uma festa, trocamos olhares pela primeira vez.

Logo depois dessa situação, precisei ir à casa da minha sogra pegar o ferro de passar e ele se prontificou a me ajudar. Foi então que demos o nosso primeiro beijo. Era uma situação angustiante, eu não tinha com quem desabafar.

Ficou aquele clima. Um tempo depois, estávamos na minha casa assistindo uma cena de ‘Tieta’ e ele me beijou, disse que me amava e avisou que aquele seria o nosso último beijo. Mas minha sogra flagrou a cena e foi um escândalo. Meu outro cunhado quis me agredir, o César me defendeu. Depois da confusão, voltei para a casa da minha mãe.

A volta com o ex

O Bruno alugou um carro de ‘loucura de amor’ — com vídeo, alto-falante e implorou para retomarmos o casamento. Acabei voltando pela pressão de amigos e da minha mãe, mas eu já não queria estar com ele, que ainda construiu um muro separando as duas casas.

Eu comecei a trabalhar como cabeleireira em casa. O César me ligava e passávamos a tarde inteira conversando. Foi neste momento que decidi: eu precisava me separar o quanto antes.

De repente, grávida

Foram anos terríveis. Eu levava as crianças ao psicólogo para que eles compreendessem a separação, ia ao fórum para tentar adiantar o divórcio e tentava lidar com aquele sentimento todo. Quando o meu caçula do primeiro casamento estava com seis anos, engravidei do César. Fiquei desesperada. O Bruno sugeriu assumir a criança como se fosse dele, mas eu não quis. Não ia viver assim.

Em meio a essa situação, o César ligou para minha mãe, disse que queria assumir o meu filho. Ele ouviu xingamentos, ameaças. Saí de casa definitivamente, não teve briga ou palavrões entre os irmãos. Até hoje, eles não se falam, mas convivem. O César me assumiu grávida e acolheu meus filhos, os sobrinhos dele.

Sempre fui muito católica e cheguei a me sentir culpada. Porque de acordo com a lei da Bíblia, eu não podia ter me apaixonado pelo meu cunhado. Mas eu tinha apenas 14 anos quando casei, não sabia o que era amar. Só soube o que é o amor quando fiquei com o César.

Enfrentei tudo e todos, não foi fácil. Mas não me arrependo de nada. Meu marido é um homem bom, um pai presente, faz questão de se declarar para mim todos os dias, às vezes estamos em casa e liga para dizer ‘bem, te amo viu’ [risos]. Tive que passar por três cirurgias no rim, retirar o útero, fazer dieta por causa da diabete e ele sempre esteve ao meu lado.

O César nunca me desrespeitou. Aquele amor segue vivo. Ele sempre fala: ‘Te esperei por 18 anos da minha vida, escondia o sentimento que tinha por você enquanto acompanhava seu casamento’. Acredito que o nosso primeiro filho nos deu forças. Porque, na verdade, não tínhamos coragem para tomar uma atitude.

Os meus quatro filhos se dão bem. Eles não cresceram revoltados e nunca falam do assunto de forma pejorativa

Rumo ao altar?

Arquivo Pessoal

Paula e Cesar já estão juntos há 7 anos Imagem: Arquivo Pessoal

Meu maior sonho é casar na igreja com o César. Estou tentando anular meu casamento com o Bruno, mas preciso que minha mãe testemunhe, já que foi ela que assinou na época. Até o padre me disse: ‘você era uma criança, não sabia o que estava fazendo. Sua felicidade não pode ser adiada’.

Quando casamos no civil, já foi uma felicidade imensa — teve bolo, a bênção da minha mãe.

A nossa história é realidade, todo mundo sabe. Já me confessei com o padre, pedi perdão para os meus sogros. E sei que se não fosse por Deus, nós não estaríamos aqui com dois filhos e casados. É uma história de amor, não é uma brincadeira.

Os meus quatro filhos se dão bem. Eles não cresceram revoltados e nunca falam do assunto de forma pejorativa. Uma vez, minha sogra até tentou colocar um dos nossos filhos contra mim, mas o César explicou: ‘Sua mãe sofreu muito, vivia sozinha, não era feliz e o pai sempre foi apaixonado por ela, desde a época em que ela era uma menina. Ninguém tomou ninguém de ninguém’. E ele entende até hoje.

Fico muito feliz de compartilhar a minha história. Podem dizer que não, mas é uma história muito bonita. Espero que Deus nos deixe envelhecer juntos com nossas bengalinhas”.

*Os nomes foram trocados para preservar a identidade dos entrevistados.


Que nome estranho para “poligamia”, né? Bom, a poligamia sempre esteve presente na humanidade. Deus ao dar sua Lei a Moisés e inspirar o pentatlo para contar a história humana estabeleceu que o verdadeiro amor é estritamente entre um homem e uma mulher. Ele não gosta do “amor” entre um homem e duas mulheres, entre uma mulher e dois homens, entre um homem e outro homem, entre uma mulher e outra mulher e qualquer variação de “amor” que o homem desenvolver. Ele não gosta também da falta de compromisso e da traição ao compromisso firmado como relacionamento entre um homem e uma mulher, ou seja um traição, um adultério.

O ser humano sempre foi inimigo de Deus, nós mesmos, pela natureza carnal pecadora que temos, somos inimigos de Deus naturalmente e queremos fazer o que nosso ilusório “livre arbítrio” mandar, e Deus para nossa natureza carnal é um “estraga prazeres”. Então pela fé no que diz o Evangelho somos salvos e recebemos uma natureza regenerada, mas não em carne, apenas nosso espírito é transformado e passa a desejar fazer o que Deus chama de bom e correto na Lei de amor e Liberdade dada aos homens em duas tábuas, a carne continua e continua ditando seu “livre-arbítrio”, que é sempre contra Deus,  o “estraga prazeres”.

Bom, pessoas não cristãs defendendo a idéia de “poliamor” é a coisa mais natural do mundo. Estivemos séculos sobre a tirania de setores da religião cristã, que hoje também querem seguir o modelo medieval anti-bíblico de domínio temporal, que estão mais interessados em poder político e lucro do que na fé cristã e colocaram por séculos padrões e regras que eles consideram como opressores, por limitarem o “livre-arbítrio” deles de poder pecar à vontade e agir dentro de suas próprias leis, não segundo os mandamentos de Deus. Eles não crêem no Evangelho, não sentem a gratidão pela salvação, muitos nem desejam a salvação do Inferno, mas para eles a “salvação” é ser livre das regras religiosas que os limitam ou impedem de agir como querem na vida deles.

Não é nosso dever impor a nossa fé nos outros, Deus não ordena que o cristianismo seja uma “teocracia” política que leve as pessoas a agirem dentro dos valores cristãos da Lei de Deus. Na história, grupos e setores do cristianismo fizeram isso é só trouxeram dor, sofrimento, heresias e a fé cristã sempre enfraqueceu quando ela foi obrigatória e não voluntária, movida pelo Espírito. Mesmo em Israel a Teocracia se mostrou ineficiente para levar os homens a Deus e preservar a ordem e os valores morais do decálogo, antes resultou em transgressões e serviu como espelho para aprendermos que nenhuma carne é justificada pela Lei, mas somente pela fé, recebida pela pregação do Evangelho.

Por isso não vou aqui me dirigir aos grupos não cristãos que estão defendendo esse “poliamor”. O Cristianismo prega a Liberdade. As pessoas podem dizer não ao cristianismo e seus valores e ainda assim devemos amá-las e não combatê-las. Devemos odiar somente o pecado, nunca quem curte cometer o pecado que não gostamos. Claro que liberdade não é libertinagem ou falta de ordem, muito menos “livre-arbítrio”, mas esse assunto de liberdades individuais, como o “poliamor” não é um assunto que obrigue a mim como cristão pedir o combate político disso. Eu é que não vou dizer que isso deve ser combatido pela força da Lei e blablabla. Antes eu creio que o melhor combate a isso é oferecendo um prazer maior, uma vida melhor do que esta, que é vivida pela Lei Moral e também a salvação, pq podemos cumprir coisas boas, mas no geral sempre teremos também muitas coisas ruins na nossa conta, mesmo com todo o esforço do mundo, mas pela fé Deus pode nos aceitar como filhos e perdoar nossas transgressões. O Cristianismo oferece a liberdade de se dizer não ao “poliamor”, um Amor maior e mais prazeroso ao espírito do que o “poliamor” carnal, o privilégio de se constituir uma família como Deus estabeleceu e ser feliz no relacionamento com Jesus, com a família e com o próximo, mesmo com todas as falhas humanas que os cristãos têm também. Mas isso é algo a ser recebido pela fé, não pela força.

O problema é que logo logo, se a moda pegar também, como pegou a questão da homossexualidade hoje em dia, veremos cristãos também deturpando a Bíblia, deixando a fidelidade a Deus em segundo plano para ser fiel aos amigos adeptos disso, ou ao status social, ou para não ficar “mal na fita”. Isso seria o “Poliamor cristão”, o “Poliamor espiritual”, ou seja, dividir o amor a Deus com o amor pelos nossos amigos que praticam coisas que Deus quis protegê-los e preservá-los de praticar, mas para não arrumarmos problemas com nossos amigos ao nos posicionarmos contra suas escolhas (e essa posição não precisa ser violenta, agressiva, pode ser gentil e amável), nos posicionamos por relativizar o que a Palavra de Deus diz para agradá-los, não nos importando em desagradar ao Senhor, afinal: “Ele é bom, vai desconsiderar isso, se adaptar a nós”. Daí vamos ver reinterpretações da Bíblia, talvez dizendo que onde há “amor” não há pecado, que o adultério condenado na Bíblia é o adultério ritual, não o com amor, que se é para seguir a Lei de Deus sobre monogamia, se deve seguir as leis cerimoniais e civis também (esse argumento é clássico, revela que a pessoa não sabe mesmo interpretar a Bíblia), vão usar exemplos de poligamia na Bíblia, deturpar passagens que falam de casamentos poligâmicos, enfim, a poligamia pode voltar. Com força total, como voltou a homossexualidade (até numa proporção muito maior do que jamais foi na história) e vamos ver cristãos deturpando a Bíblia e se conformando com isso..

Ame o próximo. Ame os “poliamor”, os homossexuais, os fundentalistas fanáticos, enfim, ame todo mundo, ou melhor, tente amar todo mundo. Mas se você não ama e não devota sua fidelidade primeiro a Deus e ao que Ele diz, então seu “amor” pelo próximo é só uma auto-promoção, ou talvez uma idolatria, não um amor de verdade.. Poliamor sexual existe. É pecado, mas existe.

Deus é amor. Mas, o amor não é Deus. Se invertermos a afirmação, de fato, o amor se torna um demônio. (C.S.Lewis)

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