Sobre girafas satânicas, pactos involuntários e Deus

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Tem circulado na Internet, especialmente nas redes sociais, textos de alerta sobre uma suposta mensagem subliminar satânica baseada em uma charada que uma girafa faz.

A explicação dada por um pastor que se diz ex-satanista é a seguinte: “[A brincadeira] consiste em participar de uma charada (que um demônio vai trazer a resposta), gerando o pacto involuntário. A charada é a seguinte: ‘Três da manhã, a campainha toca e você acorda. Visitantes inesperados: são seus pais, que chegaram para o café da manhã. Você tem geleia de morango, mel, vinho, pão e queijo. Qual a primeira coisa que abre?’. A resposta é ‘abro o olho’ (Os olhos são a porta do corpo/alma/espírito)… Parece inocente, mas vejam o que a Bíblia diz, em Apocalipse 3:20: ‘Eis que estou à porta e bato (JESUS). Se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo’. Abrir a porta é um símbolo espiritual para abrir a vida”.

Em pleno aniversário da Reforma Protestante, o que mais se falava era sobre a tal maldição do pacto involuntário da girafa. Acabou se tornando o dia da girafa satânica.

Muita gente acreditou no tal pacto e repassou para o maior número de pessoas que pode, na intenção sincera de alertar sobre o perigo. Outro grupo tratou de negar, informar, de fazer brincadeiras sobre o tema. Eu mesmo postei algumas coisas sobre o assunto, que estava no mainstream e era a bola da vez.

Porém, refletindo um pouco melhor sobre tudo isto e procurando em Deus, na Sua Palavra e na conduta de Cristo um entendimento sobre o assunto, parece-me ser muito grave o que está acontecendo.

Ver que pessoas remidas pelo sangue de Cristo acreditam neste perigo do pacto involuntário a tal ponto de disseminarem a informação como sendo verdadeira (e acredito realmente que fizeram isto com sinceridade de coração) leva-nos a perceber algumas coisas no meio cristão:

– Falta ensino básico sobre a Palavra de Deus, a vontade de Deus e Sua proteção para os crentes em Jesus Cristo;

– Falta capacidade cognitiva para perceber que a argumentação feita é uma falácia e que a conclusão não segue as premissas;

– Falta de entendimento básico sobre o conteúdo da Bíblia, para perceber que os versículos usados em nada servem para autenticar o que foi alegado;

– Falta de discernimento espiritual, pois se as coisas espirituais se discernem espiritualmente e trata-se aqui de algo supostamente espiritual, sem este discernimento não é possível perceber o que é certo e errado;

– Falta de leitura bíblica, que é o alimento do cristão e a base para nos libertar da ignorância acerta das coisas de Deus;

– Falta de oração, para buscar em Deus uma resposta sobre esta e qualquer outra situação;

Imagino que a lista de faltas ainda esteja incompleta, mas se atentarmos para estas questões, creio que teremos mais filhos de Deus firmados na Palavra, fundamentados no fundamento dos Apóstolos e Profetas e libertos da operação do engano de satanás, que consegue agir até mesmo no meio cristão.

Apesar de parecer engraçada tal suposição de ‘maldição’, ainda mais sendo baseada em um pacto involuntário por culpa da charada de uma girafa, nosso sentimento como cristãos deveria ser de choro e luto, de tristeza. E, numa referência ao Antigo Testamento, deveríamos vestir nossos corações de pano de saco e cobrir nossa alma de cinza e pó e, boca no pó, clamarmos por misericórdia ao Deus todo poderoso, que fez todas as coisas, inclusive as girafas, para o louvor da Sua Glória.

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