SIMEÃO, O PROFETA DO NOVO TESTAMENTO

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É comum encontrar profetas no Velho Testamento, ainda mais quando Israel era uma teocracia, governada por juízes que, em regra, também eram profetas do Senhor. Depois vieram os reis de Israel e Judá e lá estavam os profetas de Deus advertindo, consolando e proferindo as palavras de vitória ou derrota da parte de Deus.
No Novo Testamento não se encontra muitos profetas. Quando Jesus nasceu, Israel vinha de um silêncio profético de quatrocentos anos e estava dominada, subjugada ao Império Romano. Não havia mais reis e nem juízes, a Judeia era possessão de Roma e era governada pelos prepostos dos Césares.
O povo judeu estava esperando o seu Messias, prometido por Deus para libertação de Israel, mas as autoridades espirituais israelitas confundiram as bolas e esperaram por um novo libertador, que fosse resgatar Israel não dos seus pecados, mas do domínio romano, uma mistura dos melhores momentos de Davi e Moisés, porém as Escrituras apontavam para a vinda do Salvador, sem homens valentes como Davi e sem a missão de apresentar ao povo uma nova terra prometida.
Naqueles dias vivia em Jerusalém o último profeta de Israel, um homem humilde, justo, temente a Deus e que estava sempre no templo esperando para ver a consolação espiritual de Israel e cheio do Espírito Santo. Seu nome era Simeão.
Simeão já era bem idoso, mas o Espírito de Deus revelou a ele que ele não morreria sem antes ver o Cristo de Deus e Simeão creu e esperou na promessa. Um dia Simeão foi ao templo, como era seu costume, e viu quando Maria e José levaram o menino Jesus para cumprir a lei Mosaica. Na mesma hora o Espírito Santo revelou a Simeão quem era aquele menino trazido por seus pais para ser consagrado e Simeão tomou a criança em seus braços.
Foi uma cena de intensa emoção. Simeão tinha em seus braços o Cristo de Deus e viu Sua promessa ser cumprida diante de seus olhos, então Simeão foi tomado de grande alegria e profetizou.
A primeira coisa que Simeão fez foi agradecer a Deus, porque ele viu a promessa do Salvador se concretizar diante dele e ele pediu que o Senhor o despedisse em paz. Depois Simeão profetizou acerca do menino e disse: “Pois já os meus olhos viram a tua salvação, a qual tu preparaste perante a face de todos os povos; luz para iluminar as nações, E para glória de teu povo Israel.” (Lucas 2:30-32).
José e Maria ficaram maravilhados com as palavras de Simeão e ele os abençoou e disse a Maria: “Eis que este é posto para queda e elevação de muitos em Israel, e para sinal que é contraditado (e uma espada traspassará também a tua própria alma); para que se manifestem os pensamentos de muitos corações.” (Lucas 2:34-35).
Aí estava a profecia. Primeiro Simeão teve uma revelação divina de quem era aquele menino nos braços de sua mãe e depois profetizou a Seu respeito.
Aquele era o começo da dispensação da graça, do tempo em que a salvação se estendeu a todos os povos, línguas e nações. A partir do nascimento de Jesus e depois de Sua morte e ressurreição, a salvação dos pecados deixou de ser uma exclusividade do povo judeu e se transformou em luz para todo aquele que crer que Jesus é Deus, é Filho de Deus e que foi ressuscitado por Ele para viver para sempre na glória do Pai.
Existem muitos “Simeões” em nossos dias. São homens e mulheres justos, tementes a Deus, semeadores de Sua mensagem de salvação e que esperam a segunda vinda de Jesus a terra. Todos os “Simeões” de nossa era, assim como o Simeão do templo de Jerusalém, não passarão pela morte sem antes ver o Filho de Deus arrebatar Sua Igreja.
Todos os “Simeões” do nosso tempo são tidos como loucos, fanáticos, malucos beleza, porque creem que em breves dias seus olhos verão Jesus vindo sobre as nuvens com Poder e grande Glória. Nenhum de nossos “Simeões” fecharão os olhos sem ver cumprida a promessa de Deus.
Em breve dias, por mais louca que pareça esta afirmação, Jesus voltará para buscar a Sua Igreja e a isso se seguirá um tempo de tribulação e guerra, para juízo de todos aqueles que tiveram oportunidade de salvação, mas que preferiram desdenhar da promessa de Jesus. Ainda é tempo de salvação, mas não perca tempo, não se sabe nem o dia e nem a hora em que Jesus voltará.
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