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Obama nega traição à Israel, mas lembra: “Sou presidente até dia 20 e faço o que acho certo”

Obama contribuiu para a resolução da ONU que insta pelo fim da construção de colônias israelenses na Cisjordânia, mesmo que as terras tenham sido conquistadas por Israel na Guerra dos Seis Dias.

O presidente Barack Obama negou nesta segunda-feira (9) que tenha traído Israel no Conselho de Segurança das Nações Unidas, quando exigiu que Israel parasse de construir assentamentos na Cisjordânia.

Em entrevista à rede Israeli Channel 2 TV, Obama disse que, como presidente, tinha obrigação de “fazer o que eu acho que é certo”.

Obama foi questionado sobre ter orquestrado a Resolução 2334 do Conselho de Segurança da ONU, aprovada no dia 23 de dezembro de 2016. A resolução instou pelo fim dos assentamentos israelenses, comunidades construídas por Israel em terras conquistadas em 1967, na Guerra dos Seis Dias.

Ele também foi questionado sobre a resposta do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que encarou a medida como uma “manobra vergonhosa e anti-israelense”. “Você entendeu a sensação de traição de Israel?”, perguntou a jornalista Ilana Dayan.

“Não”, respondeu Obama. “Eu vou ser honesto com você: Esse tipo de hipérbole, esses tipos de declarações, não têm base em um fato”.

“Elas [declarações] podem funcionar bem quando querem desviar a atenção do problema dos assentamentos. Elas podem jogar bem com a base política de Bibi [Benjamin Netanyahu], bem como a base republicana nos Estados Unidos, mas elas não correspondem aos fatos”, acrescentou o presidente.

Depois de ser questionado se a aprovação da resolução seria a coisa certa a fazer antes do fim de sua presidência, Obama respondeu: “O fato é que eu sou presidente até 20 de janeiro e tenho a obrigação de fazer o que acho que está certo”.

Foi perguntado a Obama se ele tinha mais surpresas na manga ou se Netanyahu poderia “dormir tranquilamente” até 20 de janeiro. “Bem, eu acho que uma pergunta melhor seria se ele vai dormir melhor depois de 20 de janeiro”, Obama respondeu secamente, indicando que as relações entre Netanyahu e o futuro presidente Trump não poderia ser tão livre de problemas.

Na conversa, Dayan observa que Obama se esforçou em dizer que Netanyahu teve um amigo na Casa Branca por oito anos, mas não reconheceu. Ele também alegou que os Estados Unidos estavam profundamente comprometidos com Israel, mas a um Israel que respeita direitos humanos.

A Resolução 2334 foi aprovada por 14 a 0; todos os membros votaram a favor, com a exceção dos Estados Unidos, que se abstiveram.

Os laços entre Netanyahu e Obama têm sido marcados por tensões ao longo dos anos, especialmente por causa do conflito israelo-palestino, os assentamentos e o acordo nuclear feito entre o presidente dos EUA e o Irã.

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