O sofrimento do Messias-servo

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Texto Base: Isaías 53:1-12

Isaías profetizou mais ou menos entre 740 a 695 a.C. A sua mensagem era de advertência e denúncia contra seu povo, pela impiedade de conduta e idolatria, chamando a nação para um sincero arrependimento e reforma espiritual. O livro de Isaías é conhecido como o profeta messiânico ou Evangélico, por ser aquele que profetizou sobre Cristo. Jo 12:41

Isaías apresenta 4 cânticos a respeito do Servo do Senhor.

1º cântico Isaías 42. 1 – 4 – Servo mestre

2º cântico Isaías 49. 1 – 6 – Servo evangelista

3º cântico Isaías 50. 4 – 9 – Servo discípulo

4º cântico Isaías 52. 13 – 53. 12 – Servo sofredor

Isaías no capítulo 53 fala sobre o Servo sofredor. Alguns estudiosos dizem que Isaías estava na ponta dos pés quando profetizou o conteúdo deste capítulo, vislumbrando o sofrimento, a morte e a glória de Jesus e, também, os benefícios alcançados por meio da Cruz.

Uma boa compreensão deste capítulo, trará luz à mensagem da Cruz do Evangelho que a igreja tem que proclamar nestes últimos dias.

I – O SOFRIMENTO DO MESSIAS-SERVO E A PREGAÇÃO DA IGREJA. ISAÍAS 53:1-3

O conteúdo da pregação da Igreja deve ser a revelação do braço do Senhor que concede salvação pelo sofrimento do Messias-servo. Is 52: 7 e 10; Rm 10: 15

Isaías apresenta os motivos pelos quais as pessoas não creram, e não crerão na pregação revelada e ouvida. Is 53: 2, 3

Quem creu em nossa mensagem? Esta pergunta ecoou no Novo Testamento, e o seu contexto incentiva a Igreja a continuar com os pés formosos anunciando a mensagem da Cruz. Rm 10. 14-17. A pregação apostólica era sobre a morte e a ressurreição de Jesus.

A ênfase na mensagem da cruz, ainda que loucura para os que pereciam, se dava pelo fato de ser o poder de Deus para os salvos. 1Co 1: 18. Ainda que muitos não creiam, a Igreja deve crer e pregar a loucura de que o Messias se fez servo para a nossa salvação.

II – O SOFRIMENTO DO MESSIAS-SERVO E SEUS PROPÓSITOS. ISAÍAS 53:4-6

1.      Cura para os que creem. V 4

Quando Isaías diz: verdadeiramente. O texto hebraico diz: “com toda fé”. Isto quer dizer que com toda fé Ele levou sobre si todas as enfermidades físicas, sentimentais e espirituais e as dores causadas por elas. O tempo dos verbos está no passado: tomou e levou. Todo o sofrimento de Jesus foi para levar sobre Si as doenças e dores dos que creem.

Este texto é citado no Novo Testamento como cumprimento do propósito de cura por meio do sofrimento do Messias. Mt 8: 16,17.

2.      Perdão e paz para o pecador. V 5, 6

O pecado destruiu o homem integralmente. Todo o seu ser foi afetado pelo pecado. O homem certamente morreu espiritualmente e, a cada dia, morre fisicamente. Somente o Messias poderia, por meio de seu sofrimento, restaurar o homem e, isso aconteceu, por meio do perdão.

Jesus foi ferido, esmagado, moído, sofreu na cruz por causa dos nossos pecados. O castigo do Messias não trouxe somente perdão, mas também paz. Rm 5:1

Estes dois propósitos são para aqueles que se arrependeram e entraram no Reino de Deus.

III – O SOFRIMENTO DO MESSIAS-SERVO E SUA VOLUNTARIEDADE. ISAÍAS 53: 7-9

O Servo do Senhor sofreu voluntariamente pelos pecados do seu povo. Apesar de ser o Justo Cordeiro de Deus, não se defendeu. 1 Pe 1:13. A sua entrega foi voluntária, pois tinha consciência de que Sua missão percorria o caminho do sofrimento e da cruz. Os evangelhos informam aos que dele se aproximam, que Jesus sempre foi cônscio do cálice que tinha que beber.

1.      A consciência que o Messias tinha do seu sofrimento e morte.

Em seu ministério terreno, Jesus tinha consciência de sua missão sacrifical. Sabia que a hora estava marcada na agenda de Deus para ser levantado no madeiro, junto aos malfeitores, para nos dar a vida eterna.  Jesus sabia que teria que beber, em sofrimento, o cálice da ira de Deus. O sofrimento não O surpreendeu, sempre esteve em sua mente e missão. Jo 2: 4; Lc 22: 37; Jo 3: 14,15;

2.      Qual o significado da consciência de Jesus?

Jesus se referiu à Sua morte em vários relatos nos Evangelhos. Isso significava que tinha consciência de que a Sua morte era o cumprimento das promessas da Escritura. Lc 18: 31,32; de que a Sua morte não era o fim, pois sempre soube que ressuscitaria ao terceiro dia. Mc 9: 31; 8: 21,32; de que a Sua morte era doação de Sua graça, pois tinha o poder para dar e tomar a Sua vida. Jo 10: 17, 18

IV – O sofrimento do Messias-servo e a vontade do Senhor. Isaías 53:10-12

Era plano de Deus ferir o Seu servo. Plano que foi consumado desde a eternidade, pois o Cordeiro foi morto antes da fundação do mundo. Este plano foi segundo o conselho de Sua vontade. Foi do agrado de Deus moê-Lo para perdoar a humanidade.

1. A vontade Soberana.

A vontade soberana do Senhor levou o Messias-servo ao sofrimento desde o suor de sangue no Getsêmani até o grito de consumação na Cruz, onde o Filho do Homem expiou o pecado, justificando e levando sobre si o pecado de muitos. Mc 15:1-20

2. A vontade Soberana é a satisfação do Servo.

O trabalho do Messias-servo desde a encarnação até a morte na Cruz foi penoso. Enfrentar o sofrimento não foi fácil, pois, no Getsêmani foi tentado a desistir do Cálice da ira de Deus. Mas como Ele sabia que a vontade do Senhor deveria ser feita, assim, se satisfez cumprindo tudo o que Lhe foi ordenado.

O Ungido Servo do Senhor cumpriu voluntariamente os propósitos soberanos do Senhor para a humanidade, pois sabia que este propósito não acabaria na sepultura. Ap 1: 18. Por ter vencido a morte e comprado com o Seu sangue a humanidade, o Cordeiro de Deus, também conhecido como o Leão da Tribo de Judá, é digno de receber honra e glória. Ap 5: 12.

A mensagem pregada pela Igreja deve ser apenas uma: Jesus Cristo, e este crucificado.

A Igreja e a mensagem da Cruz.

Havia em certa Igreja um pregador muito alto, que dominicalmente se levantava para pregar. Atrás do púlpito ficava um vitral com uma Cruz desenhada. Num culto especial, a Igreja convidou outro pregador, este com estatura mediana para pregar. Quando o pastor da Igreja se levantava as pessoas não conseguiam ver o vitral com a Cruz. Mas, nesse dia, com o novo pregador, viram a beleza da Cruz estampada no vitral atrás do púlpito. De repente, uma “menininha” chamou a sua mãe, dizendo: “Mamãe onde está aquele pregador que quando se levanta a gente não pode ver a Cruz”?

Pense Nisso!

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