O Sinédrio Julga Jesus – Caifás Sumo Sacerdote

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Logo após sua prisão, no Jardim do Getsêmani, Jesus foi conduzido à casa de Anás, sogro do sumo sacerdote Caifás. Anás foi sumo sacerdote do ano 7 ao 14 d.C. Ele foi destituído pelos romanos.

Caifás, genro de Anás, foi indicado pelos romanos para a posição e serviu durante os anos 18 ao 37 d.C. Embora Anás tivesse sido deposto, aos olhos dos judeus ele continuava a ser o sumo sacerdote, pois esta era uma função vitalícia.

Foi por isso que eles levaram Jesus para Anás primeiro. Anás era um conselheiro adequado para apontar o rumo que o processo de Jesus deveria seguir. Os sacerdotes queriam saber qual era o parecer dele antes que o Mestre comparecesse diante do Sinédrio. Anás residia no palácio de Caifás ou eram vizinhos.

“E conduziram-no primeiramente a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano.” João 18:13

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Caifás, Sumo Sacerdote, Interroga Jesus no Sinédrio.

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João logo lembra em seu relato, que Caifás foi aquele que fez a predição de que Jesus deveria morrer por toda nação. Caifás era o sobrenome do sumo sacerdote. Seu nome era José. Ele foi nomeado pelo procônsul Valério Grato, e exerceu seu sacerdócio até o ano 37, segundo o historiador judeu Flávio Josefo.

O imperador romano nomeou não menos que 38 homens para ocupar o cargo. Caifás se manteve como sumo sacerdote por 18 anos por causa da sua habilidade política.

Quando da chegada de Jesus à casa de Caifás, os membros do Sinédrio, convocados com urgência, tarde da noite, ainda não estavam reunidos. Porém, Caifás submeteu Jesus a um prévio interrogatório. O objetivo era reunir provas contra Jesus. Ele estava interessado em saber dos discípulos de Jesus e sobre a sua doutrina.

“Jesus lhe respondeu: Eu falei abertamente ao mundo; eu sempre ensinei na sinagoga e no templo, onde os judeus sempre se ajuntam, e nada disse em oculto.” João 18:20

Jesus sempre ensinou em locais públicos, diante de auditórios numerosos. O Mestre falava em todos os lugares, nas sinagogas, e nos pátios do templo, abertos a todos os judeus.

Jesus havia pregado também ao ar livre, às margens do mar da Galiléia e nas montanhas. Nenhum outro doutor alcançara tantas pessoas.

“Para que me perguntas a mim? Pergunta aos que ouviram o que é que lhes ensinei; eis que eles sabem o que eu lhes tenho dito.” João 18:21

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Segundo a Lei, a testemunha de defesa devia ser chamada primeiro. Jesus não podia ser interrogado antes das testemunhas serem ouvidas.

“E, tendo dito isto, um dos servidores que ali estavam, deu uma bofetada em Jesus, dizendo: Assim respondes ao sumo sacerdote?” João 18:22

Segundo a Lei judaica, outro ato ilegal foi cometido. Ninguém podia ser punido, antes de ser condenado. Caifás não repreendeu a intromissão de seu subordinado, ao que Jesus o fez com um argumento irrefutável:

“Respondeu-lhe Jesus: Se falei mal, dá testemunho do mal; e, se bem, por que me feres?” João 18:23-24

O Sinédrio era a corte suprema, a instância de maior autoridade entre os judeus. E Caifás como sumo sacerdote, levou uma trama muito bem eleborada, na qual foi feito um julgamento ilegal e, foram trazidas falsas testemunhas para depor contra o Mestre.

A sala de audiência do Sinédrio, ficava no primeiro piso do palácio de Caifás. Quando se realizava a sessão judicial em seu lugar de costume, cada um dos juízes tinha o seu lugar assinalado. Sentavam-se em semicírculos, sobre grandes almofadas. No centro, em pisos elevados, colocavam-se o presidente e o vice-presidente.

Perto deles, ficavam os sábios, que eram os conselheiros da alta assembléia. Em cada um dos dois extremos, colocava-se um secretário: O da direita anotava tudo que servia de defesa do acusado.; o da esquerda, tudo que lhe era contrário. O acusado era posto no meio da sala, rodeado por guardas.

Entretanto, neste caso, não havia nenhuma justiça em curso, visto que Jesus já estava condenado, muito antes de ser julgado. O que eles queriam na verdade, era apenas uma aparência de julgamento, para terem o que alegar diante de Pilatos.

“E não o achavam; apesar de se apresentarem muitas testemunhas falsas, não o achavam. Mas, por fim chegaram duas testemunhas falsas.” Mateus 26:60

As falsas testemunhas (que haviam sido subornadas) não apresentavam coerência e acordo em suas acusações. E, segundo a Lei de Moisés, um testemunho não tinha valor se seus depoentes não estivessem de acordo em todos os pontos.

Deus permitiu esse desacordo para que não restasse sobre Jesus nenhuma sombra de culpa. Como não era possível condenar Jesus sem nenhuma prova de culpabilidade, Caifás com orgulho ferido, de modo irreverente exigiu:

“Jesus, porém, guardava silêncio. E, insistindo o sumo sacerdote, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus.” Mateus 26:63

Caifás usou o título “Filho de Deus” para obrigar Jesus a responder afirmativamente e, assim, acusá-lo de blasfêmia, conseguindo o apoio da assembléia para matá-lo. O Mestre não podia negar a si mesmo, pois ele era realmente o Messias, filho do Altíssimo.

“E Jesus disse-lhe: Eu o sou, e vereis o Filho do homem assentado à direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu.” Marcos 14:62

Se eles fossem realmente amantes da verdade, teriam investigado com cuidado a séria afirmação de Jesus. A vida do Mestre, sua pregação e seus milagres, comparados ao testemunho que acabara de dar, continham provas incontestáveis de sua natureza divina.

“E o sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse: Para que necessitamos de mais testemunhas?” Marcos 14:63-64

Porém não era isso que os inimigos de Jesus buscavam. Queriam condená-lo à morte, a qualquer custo!

“Vós ouvistes a blasfêmia; que vos parece? E todos o consideraram culpado de morte. E alguns começaram a cuspir nele, e a cobrir-lhe o rosto, e a dar-lhe punhadas, e a dizer-lhe: Profetiza. E os servidores davam-lhe bofetadas.” Marcos 14:64-66

A Lei exigia que cada juiz expressasse separadamente o seu voto, mas todos os juízes do Sinédrio, passando por cima das prescrições legais, pronunciaram de uma só vez a sentença de morte contra Jesus.

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