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Como se deve interpretar a Sagrada Escritura?

Este é um questionamento que ouço com freqüência e que já foi, é, e será sempre, alvo de grandes debates teológicos como também entre leigos, que se enfrentam em opúsculos e verborréias fomentados pela a mais pura e simples falta de conhecimento bíblico e de contexto histórico.

O que primeiro ponto que se tem que entender é a obrigatoriedade de se ter um direcionamento sistemático para conduzir o processo interpretativo corretamente; o segundo e não menos importante é que a nossa Santa Igreja Católica está apoiada em três jóias de rara beleza e profundidade, implicando necessariamente no acerto de suas afirmações bíblicas e teológicas:

a)    O direcionamento do Espírito Santo;
b)     O Magistério e a Tradição;
c)    Um processo hermenêutico bíblico coerente.

Os diversos tipos de hermenêutica utilizados tanto pelos protestantes ortodoxos como de outro lado, pelos neo-pentecostais, são limitadores naturais da amplitude e riqueza da Sagrada Escritura. O racionalismo filosófico que tem sua gênese nos protestantes ortodoxos lançou a base do liberalismo teológico.

O liberalismo em oposição direta aos séculos anteriores aonde a revelação havia determinado o que a razão devia pensar, no final do século XIX, a razão determinava que partes da revelação (se houvesse alguma), deviam ser aceitas como verdadeiras. Deu-se ênfase exagerada ao aspecto material da bíblia e alguns como Schleirmacher, foram além, negando totalmente o caráter sobrenatural da inspiração.

Os Neo-petencostais, em um viés diferente mais também equivocado, defendem as seguintes idéias:

a)    relativismo de pensamentos; não existem verdades de interpretação mais verdades, uma vez que tudo é relativo;
b)    É politicamente errado qualquer tipo de proselitismo e destarte, qualquer Igreja que se intitule cristã, deve ser assim considerada;
c)    Cada leitura nova da bíblia é uma nova verdade;
d)    É o uso equivocado da alegorese alexandrina.

A hermenêutica católica está firmemente alicerçada em suas bases em três pontos albergados em primícias espirituais e científicas:

a)    O viés histórico-gramatical;
b)    O Literal;
c)    O alegórico.

Através do Magistério, que é um colegiado de Bispos junto com o Papa, a Igreja prega a verdade que não é de autoria sua no aspecto de origem, mas que lhe foi confiada por Deus através do Verbo Encarnado, por ação do espírito Santo. O meio pelo qual a Santa igreja transmite as verdades bíblicas chama-se Tradição e tem seu começo com Jesus e os seus apóstolos e não há duzentos ou mesmo quinhentos anos atrás, com delírios de alguns.

Nós católicos somos privilegiados, e apesar de concordar que não é Igreja que salva, não posso esquecer que fora da Igreja, não existe salvação. A nossa Igreja é viva e constantemente se mostra como a única instituição séria e perene há mais de dois mil anos. O que se tem mudado são as novas linguagens para melhorar o processo de liturgia e catequese da única e imutável Igreja, portadora da palavra de Jesus.

 

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