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A tragédia da incredulidade

Texto base: Lc 4.16-30

O texto que lemos nos diz que Jesus foi para Nazaré onde fora criado. Todos ali o conheciam muito bem, assim como toda a sua família. Vemos isto nas próprias palavras das pessoas dando testemunho desse fato: “Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas? Não vivem entre nós todas as suas irmãs?” (Mt 13.55,56); “Todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que lhe saíam dos lábios, e perguntavam: Não é este o filho de José?”(Lc 4.22).

Ali em Nazaré as pessoas não só conhecia a família de Jesus como também a excelência do caráter de Jesus. Ao sair de Nazaré, Jesus foi morar em Cafarnaum após ter sido batizado por João Batista no rio Jordão, e começou seu ministério pregando o Evangelho do Reino e operando muitas maravilhas. Os habitantes de Nazaré, por certo, comentavam entre si: “Ele não deixará de vir visitar os seus familiares; quando Ele vier, nós ouviremos o que o filho do carpinteiro tem a dizer”. Provavelmente havia um interesse em escutar um dos jovens da aldeia quando este se tornava pregador, e esse interesse foi aumentando pela esperança de ver maravilhas, do tipo realizado em Cafarnaum. Mas provavelmente havia um interesse ainda maior, a possibilidade de Jesus passar a morar novamente em Nazaré e torná-la uma cidade famosa entre as cidades das tribos; assim atrairia uma multidão de fregueses às lojas locais, ao tornar-se o Grande Médico de Nazaré! O grande operador de milagres da região! Nazaré, provavelmente, se tornaria um lugar de peregrinação. Quanta vantagem os moradores teriam hospedando os peregrinos, assim como o comércio e os comerciantes teria com Jesus entre eles. Quanto dinheiro eles ganhariam! Isso não lhe soa familiar?

No tempo devido, segundo os próprios planos de Jesus, o Profeta famoso veio até a cidade de Nazaré, e num sábado, Jesus vai à sinagoga local e ali lhe é entregue o livro do profeta Isaías. E em pé lê a passagem de Isaías 61.1,2a; após lê-lo, devolveu-o ao chefe da sinagoga, passando a dizer que aquela passagem bíblica havia se cumprido. Mas o que me chama a atenção é que o Senhor não leu todo o versículo, mas deixou de ler a passagem que diz respeito ao “dia da vingança do nosso Deus”. Provavelmente porque a porta da graça estava aberta, mas ainda não havia chegado o dia da vingança do nosso Deus; mas no tempo certo ela virá, quando a porta da graça for fechada. Lucas nos diz que todos ficaram maravilhados com as palavras de graça que saiam de seus lábios (Lc 4.22), isto é, ficaram maravilhados com a Sua maneira atraente de falar.

Por Jesus ter falado que esta passagem de Isaías havia se cumprido através de seu ministério os moradores locais, e principalmente os doutores da lei, se escandalizaram, pois, Jesus dizia ser o Messias. Isso é mais uma prova de que Jesus tinha tido até seus trinta anos uma vida comum e que nunca havia feito nenhum milagre até então. Agora observe um detalhe, uma coisa era Jesus pregar e operar milagres, mas se passar pelo Messias isso era inaceitável, por isso os nazarenos tentaram lhe matar.

Mas a questão é: O que podemos aprender com esse texto? Que lições podemos tirar dele.

1 – A primeira lição que aprendo é que corremos o risco de nos familiarizarmos com o sagrado (Lc 4.22-24).

É interessante observar que as pessoas sempre estão mais dispostas a ver grandeza nos estranhos do que naqueles que conhecem bem. A familiaridade com Jesus produziu preconceito e não fé. Por conhecerem a origem de Jesus, e principalmente os seus familiares, se escandalizaram de suas palavras (Mt 13.57). Jesus, para os moradores de Nazaré, tornou-se pedra de tropeço e não a pedra de edificação de fé para eles.

Muitos de Nazaré haviam sido criados com Jesus e seus irmãos, eram amigos de longa data. Eram pessoas que tinham um estreito relacionamento com o Salvador. Podemos dizer que muitos eram amigos íntimos da família do Carpinteiro.

– Quantos hoje em nossas igrejas foram criados deste tenra idade na igreja; conhecem tudo a respeito de Jesus, sabem de cor e salteado a respeito dEle. Podemos chamar essas pessoas de “amigos de Jesus”; e existem em nossas igrejas muitos “amigos de Jesus” hoje. Talvez você seja um deles. Gente que conhece bem a história de Jesus, pois andam com Ele há muito tempo. Mas quando Jesus lhes é apresentado como o Salvador do mundo se escandalizam dEle e logo querem deixá-lo também. Ser amigo dEle é uma coisa, recebê-lo como salvador é outra coisa e isso a maioria das pessoas não quer.

O Salmo 128.1 nos diz que “Bem-aventurado o homem que teme ao senhor e anda em seus caminhos”. Isso é mais que relacionamento de amizade, é um relacionamento de compromisso. É mais que tê-lo como companheiro no caminho, mas fazer de tudo para tê-lo em nossa casa (Lc 24.28,29).

A familiaridade com o sagrado nos leva a três situações:

1º – Servir a nós mesmos ou a outros deuses, menos ao Senhor (Mc 10.17-22 Jovem rico).

A Bíblia nos fala do jovem rico que se prostra diante do Senhor Jesus preocupado em saber a respeito da salvação. Jesus de imediato lhe repreende, pois este jovem se prostra perante Jesus homem, mas não o reconhece como o Deus encarnado. Por isso Jesus lhe pergunta: “Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus”. Quando o Senhor lhe perguntou se ele sabia os mandamentos e lhe dá uma lista deles, imediatamente ele responde que todos eles ele havia observado desde a sua juventude, ou seja, ele fora criado nos princípios da lei desde que nasceu e os observava. Aos olhos humanos este jovem era um excelente judeu, ele nunca havia se desviado dos princípios que fora criado. Este jovem era um exemplo para a sociedade, mas não era para Jesus. Porque o Senhor não vê a aparência, o exterior, mas perscruta o coração (1Sm 16.6,7). Por isso o Senhor Jesus poe a prova a sua fé e ele é desmascarado, pois ele na verdade não servia a Deus, mas a si mesmo e a Mamon.

a – A sua religiosidade o tornara egoísta – “Vai, vende tudo que tens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; então, vem e segue-me” (Mc 10.21). Ele só olhava para o seu umbigo e não ao redor. Ele não via a necessidade das outras pessoas.

b – Jesus ao falar esta palavra ao jovem rico revela que o seu verdadeiro deus era também Mamon, ou seja, a sua riqueza, pois nos diz o texto que ele saiu contrariado com esta palavra, porque era dono de muitas propriedades (Mc 10.22). A confiança dele estava em seus bens e não em Deus que é o único que pode suprir todas as nossas necessidades (Mc 10.23,24).

As virtudes desse jovem rico eram apenas aparentes. Ele superestimava as suas qualidades. Ele deu a si mesmo nota máxima, mas Jesus tirou sua máscara e revelou-lhe que a avaliação que fazia de si mesmo, da salvação, do pecado, da lei e do próprio Jesus eram superficiais.

– Este jovem via a salvação como mérito e não como um presente da graça de Deus. Por ele ser um observador da lei desde tenra idade não lhe garantia salvação, pois ninguém é salvo por ser religioso, mas pela graça de Deus (Ef 2.8,9).

– Este jovem também não tinha consciência do quanto pecador ele era. Este jovem pensava que suas virtudes externas poderiam agradar a Deus de forma suficiente. Mas veja o que nos diz Isaías 64.6: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam”. Ele não percebeu que estava quebrando dois principais mandamentos da lei de Deus: Amar a Deus acima de todas as coisas e aos próximo como a si mesmo. E foi exatamente nisso que o Senhor Jesus o desafiou. Jesus revelou a sua idolatria (egoísmo e a sua riqueza).

– Este jovem não tinha consciência da verdadeira riqueza, para ele eram os seus bens, mas Jesus lhe mostrou que só o Senhor é o verdadeiro bem que temos.

Isso nos mostra que mesmo que uma pessoa tenha sido criada dentro dos princípios bíblicos e ainda que os guarde, pode estar totalmente longe de Deus. Pode estar totalmente perdida. Ser somente um amigo de Jesus.

2º – Banalizarmos o sagrado (2 Sm 6.1-11 Uzá morre por ter posto a mão na arca de Deus). 

A arca deveria ser carregada nos ombros pelos sacerdotes. E os que a carregavam deveriam ser da descendência de Coate, pois somente os coatitas podiam carrega-la. Nem os Gersonitas nem os Meraritas (Uzá) poderiam. Coate, Gérson e Merari eram filhos de Levi, ou seja, eram levitas.

Aiô e Uzá eram netos de Abinadabe e filhos de Eleazar. Os dois sacerdotes cresceram com a Arca em sua casa e aquilo se tornou algo familiar para eles. O fato de toda a sua vida ter conhecido a Arca aliando à geral indiferença poderia ter gerado neles sentimento de excessiva familiaridade com a mesma. Eles não tinham zelo pelo sagrado, aquilo se tornou corriqueiro para eles. Daí eles fizeram como o rei queria, ou seja, carregaram a arca de Deus em um caro de boi, pois para eles aquilo não importava muito. Isso me chama a atenção para a nova geração que está crescendo em nossas igrejas, principalmente filhos de pastores que correm o mesmo risco de verem a igreja como um ganha pão do pai ou ver o pai pastor como uma celebridade e que ele, como filho do pastor, podendo fazer qualquer coisa na igreja e fora dela, pois ele é filho do “dono da igreja”. E é exatamente isso que temos visto por aí. Filhos de pastores que não tiveram ainda uma experiência de conversão e estão seguindo inclusive a “carreira” do pai (não quero dizer com isso que filho de pastor não possa ser chamado para o ministério também). A culpa de tudo isso, geralmente, são dos pais que não corrigem seus filhos. Veja a história do sacerdote Eli que é um bom exemplo disso e até mesmo as dos filhos de Samuel posteriormente:

“Tendo Samuel envelhecido, constituiu seus filhos por juízes sobre Israel. O primogênito chamava-se Joel, e o segundo, Abias; e foram juízes em Berseba. Porém seus filhos não andaram pelos caminhos dele; antes, se inclinaram à avareza, e aceitaram subornos, e perverteram o direito” (1Sm 8.1-3).

Corremos o risco de nossos filhos serem apenas amigos de Jesus.

3º – Ser totalmente consagrado ao Senhor (Lc 2.38 Maria) 

Maria havia sido também ensinada dentro dos princípios da Lei do senhor, no entanto era uma pessoa totalmente consagrada a Deus. Maria foi escolhida para ser a mãe do Salvador porque ela não abortaria o projeto que o Senhor tinha para sua vida.

Veja o que ela estava abrindo mão pelo projeto de Deus:

1º – ELA ESTAVA DISPOSTA A ABRIR MÃO DE SEU CASAMENTO PELO PROJETO DE DEUS. Ela estava disposta a abrir mão do seu casamento com José. Ela estava noiva de José, e esse noivado na verdade equivalia a um casamento; embora eles ainda não houvessem coabitado, pois ainda não estavam morando juntos. Num casamento judeu da época havia três etapas. Primeiro, as famílias dos nubentes concordavam com a união. Depois, era feito um anúncio público. Neste momento, o casal estava oficialmente noivos. A cerimônia era semelhante ao noivado hoje, a não ser pelo fato de que o relacionamento só poderia ser rompido em caso de morte de um dos nubentes ou de carta de divórcio (embora as relações sexuais não fossem permitidas). Então, os noivos se casavam e começavam a viver conjugalmente. Por isso que em Mt 1.19 nos diz que “José, seu esposo, sendo justo e não querendo a infamar, resolveu deixá-la secretamente”.

Maria, pela causa do Senhor estava disposta a abrir mão do seu compromisso com José. Provavelmente ela o amava, mas entre escolher José ou o Senhor, ela escolheu ficar com Deus e o projeto que Ele tinha para sua vida. O preço que ela estava pagando, aos olhos humanos, era muito alto. Quantos que, por muito menos, deixam os projetos de Deus para as suas vidas por escolhas pessoais. Quantos estão trocando Deus por um namoro, pela família, por amigos, pelo prazer.

Maria poderia ter dito para o anjo Gabriel que não podia aceitar tal proposta, pois ela já estava compromissada com José, afinal de contas ele já havia comprado os móveis, arrumado a casa. Ela poderia ter dado mil desculpas, mas a resposta dela foi sim ao projeto de Deus e disse não aos seus projetos (Lc 1.38).

2º – ELA ESTAVA DISPOSTA A ENFRENTAR A SUA FAMÍLIA PELO PROJETO DE DEUS. O que Maria iria dizer para os seus familiares em relação a sua gravidez anunciada pelo anjo? Como ela iria explicar tal acontecimento aos seus pais?

3º – ELA ESTAVA DISPOSTA A ENFRENTAR A SOCIEDADE PELO PROJETO DE DEUS. Se para a família isso era muito difícil, imagine enfrentar a sociedade da época. Se nos dias atuais se uma adolescente aparece grávida já é algo muito desagradável, imagine isso a mais de dois mil anos atrás.

4º – ELA ESTAVA DISPOSTA A ENFRENTAR A MORTE PELO PROJETO DE DEUS. Ela corria o risco de ser morta, pois segundo a Lei se uma moça se deitasse com um homem sem ser casada deveria ser morta. Veja o que diz Deuteronômio 22. 23,24: “Se houver moça virgem, desposada, e um homem a achar na cidade e se deitar com ela, então, trareis ambos à porta daquela cidade e os apedrejareis até que morram; a moça, porque não gritou na cidade, e o homem, porque humilhou a mulher do seu próximo; assim, eliminarás o mal do meio de ti”.

2 – A segunda lição que aprendo é que corremos o risco do conhecimento separado da fé (Lc 4.24-27).

Em João 5.43-47 o Senhor falou assim: “Eu vim em nome de meu Pai, e não me recebeis; se outro vier em seu próprio nome, certamente, o recebereis. Como podeis crer, vós os que aceitais glória uns dos outros e, contudo, não procurais a glória que vem do Deus único? Não penseis que eu vos acusarei perante o Pai; quem vos acusa é Moisés, em quem tendes firmado a vossa confiança. Porque, se, de fato, crêsseis em Moisés, também creríeis em mim; porquanto ele escreveu a meu respeito. Se, porém, não credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras?”

O povo de Nazaré reconhecia que Jesus fazia coisas extraordinárias e tinha uma sabedoria sobre-humana. Mas reconhecê-lo como o Messias enviado da parte de Deus era demais para eles. Talvez se viesse outro, eles provavelmente acreditariam, tanto que o Senhor lhes falou que nenhum profeta é bem recebido em sua própria terra (v 24).

Ele confirma isso ilustrando com dois fatos ocorridos no passado. Ele lhes lembra de Elias e Eliseu. Com isso o Senhor estava lhes mostrando que a incredulidade dos nazarenos estava lhes impedindo de ter duas coisas:

1º – A oportunidade que o Senhor lhes estava dando. Tanto que o Senhor não ficou mais ali, foi embora. Nazaré perdeu o tempo da sua oportunidade. A oportunidade da sua salvação, de ver os céus abertos e abrirem as portas do céu para eles. Realizar milagres ali de nada adiantaria, pois eles não criam em Sua deidade, e não seriam os milagres que faria tal coisa. A fé gera milagre, mas o milagre não gera fé.

2º – A oportunidade de o Senhor operar milagres entre eles. Mateus nos diz que o Senhor não pode realizar muitos milagres ali por causa da incredulidade deles (Mt 13.58). Como é desastroso o pecado da incredulidade. A incredulidade rouba do povo as maiores bênçãos.

3 – A terceira lição que aprendo aqui é que por nos familiarizarmos com o sagrado tanto quanto com o conhecimento separado da fé nos leva a expulsar Jesus de nossas vidas (Lc 4.28-30). 

As pessoas de Nazaré ficaram zangadas com Jesus por Ele ter-lhes dito que o Espírito do Senhor estava sobre Ele. Quando Ele disse que era o Messias prometido tudo mudou. Como que o filho do carpinteiro é o Filho de Deus? Lembre-se que estes eram os “seus amigos”, vizinhos que o viram crescer e brincar na infância nas ruas de Nazaré.

Eles se sentiram ofendidos com as palavras de Jesus, pois tais palavras revelava o que se passava em seus corações. Que era a total indiferença que eles tinham. Isso estava sendo revelado no preconceito em relação a sua origem e por Sua “falta” de escolaridade. Em Marcos 6.2 eles questionam isso:

“Chegando o sábado, passou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo-o, se maravilhavam, dizendo: Donde vêm a este estas coisas? Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E como se fazem tais maravilhas por suas mãos?”

Eles tinham a cabeça cheia de perguntas, mas o coração vazio de fé. A incredulidade deles junto com o preconceito levou-os a total incredulidade. A ponto de tentarem matar o Salvador do mundo.

A incredulidade dos nazarenos não matou o Senhor da vida, mas os mantiveram mortos em seus delitos e pecados. A incredulidade é o mais velho pecado do mundo. Ela começou no Jardim do Éden, onde Eva creu nas promessas do diabo, em vez de crer na Palavra de Deus. A incredulidade traz morte ao mundo. A incredulidade manteve Israel afastado da terra prometida por quarenta anos. A incredulidade é o pecado que especialmente enche o inferno: “Quem, porém, não crer será condenado” (Mc 16.16).

CONCLUSÃO

Ser simplesmente “amigo de Jesus”, certamente, não lhe levará ao céu. Se você se vê assim ou se você está assim convido-o a deixar de ser amigo de Jesus e tornar-se um servo fiel dEle. Talvez você tenha se acostumado com o sagrado, com os cânticos, com as orações e pregações. Talvez você seja como aquele jovem rico, ou quem sabe como Uzá e Aiô, mas eu lhe convido hoje a ser como Maria, uma pessoa totalmente consagrada a Deus não porque era amiga de Deus, mas por ser uma verdadeira serva do Senhor.

Pense nisso!

E que o Senhor lhe abençoe.

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